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Artigo de Qualificação

Tarefas

Esquema

Filtragem ambiental é tida como a principal causa, senão a única, da convergência de atributos funcionais. Ao mesmo tempo, credita-se a divergência funcional à competição. Novos pontos de vista, no entanto, questionam esse estado de coisas e argumentam que tanto filtragem ambiental pode levar à divergência como competição pode levar à convergência de atributos funcionais. O objetivo deste trabalho é lançar luz sobre esse debate através da análise de uma comunidade arbórea de terra firme, onde assume-se que a competição entre os indivíduos seja muito grande e o ambiente seja relativamente homogêneo. Esse é um local ideal para se testar hipóteses relacionadas com competição, já que é pouco provável que haja um gradiente ambiental causando convergência/divergência de atributos funcionais. A questão principal é controlar ora a competição, ora o filtro ambiental. Podemos controlar o filtro trabalhando em uma escala menor, em locais homogêneos como o Cabo Frio e o Km37. Para controlar a competição, teríamos que selecionar parcelas mais ou menos densas, assumindo que quanto maior a densidade de indivíduos, maior a competição. Mas há ainda uma terceira fonte de convergência/divergência: a filogenia. Para testar sua influência vamos inseri-la e removê-la de ambas as análises.

Estratégia

Rodar a análise para os hectares separadamente (ambiente físico homogêneo), usando a densidade de árvores (área basal) como variável ambiental (gradiente de competição).

Rodar a análise com todos os hectares, usando solo como variável ambiental (gradiente ambiental), mas controlando a densidade (competição constante).

Filogenia, competição ou filtros ambientais: qual o responsável pela convergência funcional em comunidades arbóreas?

Resumo

Introdução

  1. Caracteres funcionais (definir como Violle: caracteres que afetam o desempenho dos indivíduos)
  2. Convergência X divergência
  3. Filtros e competição
  4. Sinal filogenético
  5. Florestas tropicais (por que esse é um bom modelo?)
Objetivos
  1. Testar a funcionalidade de caracteres vegetativos através da observação de padrões de divergência e deslocamento de caracteres ao longo de gradientes ambientais.
  2. Testar o sinal filogenético nesses caracteres funcionais (estrutura filogenética da comunidade).
  3. Testar se a divergência ocorre somente em um gradiente de competição e se deslocamento ocorre somente em um gradiente abiótico (edáfico).
  4. Testar se existe um ótimo e como ele varia ao longo dos gradientes.

Materiais e métodos

Local
  1. Clima, solo, relevo e contexto (história de uso, PDBFF)
  2. Características da vegetação: altura do dossel, densidade, riqueza, diversidade
  3. Parcelas
Espécies
  1. Lista (espécies, famílias)
Variáveis ambientais
Atributos funcionais
Filogenia
Análises

Para se detectar o sinal filogenético foi calculada, através do Syncsa, a correlação entre as matrizes de similaridade Sf e Sb. Foram usadas as espécies da lista feita com base no Cabo Frio, das quais apenas as que tinham pelo menos 4 dos 7 atributos vegetativos analisados (sla, ls, ldmc, lts, lt, wd e mh) calculados com base em pelo menos 3 réplicas. Foram feitas 10000 aleatorizações, com alfa crítico de 0,05.


Resultados

Ordenações


Relação densidade ~ textura do solo


Relações entre os atributos


Análise exploratória

Há convergência no gradiente de competição, mas ela é explicada pela filogenia. Há convergência e divergência no gradiente edáfico e ela não é só explicada pela filogenia.


Casos


Discussão

O sinal filogenético pode significar duas coisas: ou que o grupo evoluiu para ocupar aquele nicho há muito tempo atrás ou que o sucesso daquelas espécies naquele ponto do gradiente se deve a outros caracteres que não os contemplados.


Agradecimentos


Referências


Apêndice


Arquivos

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