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Comparar a diversidade de espécies com a diversidade funcional e explorar as relações entre elas e as conseqüências disso para a conservação.

Será que o mesmo padrão de diversidade de espécies é observado quando em vez de olharmos para as espécies, olhamos para suas estratégias?

Pela teoria do nicho, cada espécie deveria ter uma estratégia única e diferente das demais espécies. Porém, como é impossível mensurar todos os n eixos que formam o nicho, admite-se certo grau de sobreposição quando analisamos apenas alguns desses eixos.

Pela teoria neutra, apesar de as espécies pertencentes a um mesmo nível trófico serem diferentes, todas ocupariam um mesmo nicho. Isso equivale a dizer que as estratégias dessas espécies são a mesma e única estratégia. A eventual diferença de abundância entre as espécies seria mera obra do acaso (limitação de dispersão e deriva populacional).

Segundo uma teoria conciliadora, dentro de um mesmo nível trófico haveriam diferentes estratégias possíveis e cada estratégia, por sua vez, poderia ser compartilhada por mais de uma espécie, que seriam ecologicamente equivalentes.

Nicho - os atributos das espécies estão mais igualmente distribuídos do que seria esperado ao acaso.

Neutra - os atributos se distribuem conforme o acaso.

Conciliadora - a distribuição dos atributos seria polimodal.

Uma idéia é comparar índices de diversidade biológica (Shannon, Simpson, riqueza de spp.) com um equivalente funcional. O primeiro passo é padronizar os índices através de simulações. Por exemplo, pegamos o H' e consideramos qual a sp. mais abundante e qual a mais rara; esses serão nossos parâmetros. A partir disso, construímos um outro índice relativo (de 0 a 1), onde 0 é a menor diversidade possível (uma sp. com valor máximo e as outras com o menor valor possível) e 1 a maior diversidade possível (uma sp. com o menor valor e todas as demais com o maior valor). O mesmo é feito para a diversidade funcional: em vez de spp. teremos classes de caracteres funcionais e a quantidade de indivíduos por classe (não importando a sp.) será a abundância; a amplitude encontrada será a mesma usada para se calcular um índice relativo. Ou então, mantendo o H' para comparar as duas abordagens, o número de classes criadas deverá ser igual ao número de espécies.

Podemos construir uma curva de Whittaker com os atributos funcionais. No lugar das espécies, usamos n classes de valores de caracteres funcionais (onde n = número de espécies).

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  • Última modificação: 2026/03/27 13:51
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