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Parametrizações

As parametrizações são necessárias para a correção das transições, nos casos em que as probabilidades de progressão foram iguais a zero e também taxas de mortalidade iguais a zero.

Para as transições iguais a zero é possível utilizar a taxa de crescimento específica da classe para estimar uma probabilidade de transição para aquele intervalo de tempo.

Como estimar as transições

Duas concepções aplicando essa solução foram encontradas.

1. Cruz-Rodrigues et al. 2009: para as transições não observadas, estimaram a probabilidade de transição (G) a partir do tempo médio de residência em determinada classe (T), o qual foi calculado de acordo com a taxa de crescimento em diâmetro (sigma).
G = sigma/T
Cruz-Rodriguez et al. 2009

2. Picard et al. 2007: propõem que, para o caso de amostras pequenas, as transições sejam estimadas com base no incremento médio em tamanho (estimador baseado no incremento). Em contraposição à forma tradicional de estimativa das transições (estimador baseado na proporção), nas quais as trajetórias individuais são cadeias de Markov, no caso do estimador baseado no incremento as trajetórias individuais são obtidas pela solução de equações de crescimento contínuo.
É uma solução mais sofisticada do que a de Cruz-Rodrigues et al. 2009 e para implementação é necessário um estudo detalhado da proposta, sua lógica e, consequentemente, suas equações… 8-O
Picard et al. 2007

Provavelmente empregaremos a primeira solução. O fato é que ainda não sabemos quantas “transições-problema” teremos, pois isso depende se agruparemos ou não as florestas para a análise (Capítulo 1 - Pergunta 1) e ainda se vamos de fato considerar os dois anos para o cálculo das transições.

Coisas a fazer

  • calcular as taxas de crescimento para todas as classes. Em uma olhada rápida nos dados verificando valores suspeitos nas planilhas percebi que alguns indivíduos de Guapira tem “saltos” (crescimento muito maior do que na maioria). Verificar se isso ocorre para uma determinada classe de tamanho e se é mais freqüente em alguma floresta. Seg. Picard et al. 2003 um indivíduo que cresceu bem em um ano tende a crescer bem no ano seguinte. Ver também o trabalho de Metcalf et al. 2009.
  • verificar a relação do crescimento com o índice de iluminação da copa (como fizeram Zuidema & Boot 2002 e Svenning 2002).
  • pensar em como abordar as touceiras de Rudgea, haveria diferença no crescimento?

Estas questões todas são interessantes para serem discutidas num item sobre as taxas vitais, separadamente dos resultados das análises matriciais, como em Yamada et al. 2007.

Utilizaremos uma taxa de mortalidade disponível na literatura para parametrizar as classes adultas. Faremos também simulações, pois o lambda é mais sensível a variações nestas taxas vitais e portanto será interessante simular cenários contrastantes (como por exemplo de corte ou efeito de borda).

Coisas a fazer

  • finalizar a compilação das taxas de mortalidade da literatura, montando uma tabela com as taxas encontradas e as respectivas situações.
  • compilar também trabalhos que tenham reportado aumento na taxa de mortalidade de adultos em consequência da fragmentação, a fim de usar essa informação como um fator de correção da taxa de mortalidade para os cenários das simulações.
  • testar se a mortalidade é dependente da densidade para a fase de plântula (ver Matos et al. 1999, Freckleton et al. 2003, Blundell & Peart 2004). Idéia de como testar: Variáveis: morrer = 1 (sucesso) / viver = 0 (fracasso) – variável binomial; densidade início e densidade ao fim do intervalo de tempo; floresta; GLM binomial.

Para o manuscrito da qualificação, foi calculada assumindo-se a reprodução anônima (Caswell 2001 p. 173). Embora eu tenha considerado que mais de uma classe de tamanho contribuía com indivíduos para o censo seguinte (baseada nas observações fenológicas, ver Capítulo 4 do relatório Fapesp), os cálculos tinham como premissa que todos os indivíduos contribuíam de maneira igual.

Coisas a fazer

  • examinar os dados dos coletores para Guapira.
  • examinar os dados do acompanhamento de fenologia reprodutiva para Rudgea.
  • verificar se a premissa de que todos os indivíduos reprodutivos produziram em média o mesmo número de plântulas pode ser abandonada.
  • /home/adalardo/farm/labtrop/data/pages/projetos/planaltopaulista/restrito/cris/parametrizacoes.txt
  • Última modificação: 2026/03/27 13:51
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