Bromelias
Perguntas
- O Bromelial é um estágio de regeneração da floresta?
- Ou, um pouco mais detalhado (Dri): Bromélias atuam como um estádio sucessional, em um modelo de sucessão do tipo “arrested succession” que retarda a reestruturação em algumas manchas da floresta?
Contexto Geral
- Bromélias terrestres e facultativas (terrestres e epífitas) são um elemento importante no gradiente de restinga, sendo que a densidade de terrestres diminui enquanto a de epífitas aumenta no gradiente de estruturação do estrato arbóreo da floresta;
- Bromelias terrestres do escrube devem ser estresse tolerantes e funcionam como nucleadoras no processo de sucessão
- Na restinga baixa são o elemento mais importante do subosque e podem estar relacionadas com um filtro das espécies de árvores que são capazes de se estabelecer na presença de um subosque tomado por bromélias. Clusia criuva por exemplo é uma hemiepífita que parece estar relacionada a esse estágio da floresta; Euterpe, apesar do artigo do Brancalion et al. (2009), também é um elemento dominante;
- Em florestas mais altas as bromélias terrestres têm importância periférica enquanto as epífitas são elemento importante da estrutura florestal.
- Obs. da Dri: Na nossa floresta de restinga alta, ainda tem muita bromélia terrestre no subosque e queremos investigar por que isso ocorre.
Ideia geral: As bromélias são um elemento importante no processo de regeneração natural: em florestas de restinga alta são elementos importantes na regeneração de clareiras
Geralmente a relação é oposta: a estrutura da floresta define o subosque, aqui o subosque pode ser um elemento importante para a estruturação do dossel.
Talvez o contexto mais amplo seja exatamente essa relação entre o subosque e a estrutura do dossel, independente de ser bromélia ou qualquer outro grupo de planta. Isso deveria estar na introdução antes de apresentar nosso sistema específico de gradiente de restinga - bromélia.
Modelo
- Estadio Sucessional ~ cobertura de bromelia + grupo funcional da bromelia (terrestre facultativa ou obrigatoria) + habitat edáfico + matriz de autocorrelação espacial
Estádio sucessional: precisamos ter muito bem definido essa relação entre variável teórica e operacional (area basal)
Algumas possibilidades de variáveis operacionais ligadas à Área basal:
- → Soma da AB de árvores de maior porte (por exemplo, acima de 20cm dap)- explicação: podemos esperar que áreas em estádios iniciais possuam menor abundância de árvores de grande porte. Na verdade, definir esse corte (? 20cm) a partir da estrutura geral da floresta.
- → Parâmetros de forma e escala de uma distribuição Weibull ou mu e sigma de distribuição Lognormal (
Calma Helena, não assuste que eu te explico isso depois…rs)
Pensar se a espécie de bromélia pode influenciar a distribuição de Área Basal, justificando ou não a entrada do fator “espécie” no modelo.
Grupo funcional pode também estar relacionado ao metabolismo C3, C4 ou CAM (pensar)
Afazeres
- Investigar a relação entre bromélias e gradiente ambiental na literatura (HELENA)
- Investigar o papel de outros componentes do subosque como importantes para a regeneração da floresta (HELENA)
- Embasar a relação entre Area Basal e estádio sucessional (DRI)
- Checar o tipo de metabolismo das espécies estudadas - ver com Sergio Tadeu (DRI ou HELENA)infosbromeliashelena_v27jun.pdf
- Propor as análises de dados para testar as hipóteses - (ALE)
Atas das Reuniões
Referencias Importantes
Dri
- Relação area basal e estádio sucessional:Guariguata & Ostertag (2001)
- Relação sub-bosque e dossel (leitura essencial!):Royo & Carson (2006)
- Bromélias no gradiente: Rocha-Pessoa et al.(2008)
Helena
- Relação area basal e estágio sucessional:
- Relação sub-bosque e dossel:
- Bromélias no gradiente: Fisher & Araujo 1995
