PLANO B
Afinando o plano B 16_out
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Fato: Inversões de abundância entre RB e RAA/RAS na comunidade arbórea adulta→ sps dominantes na RB são pouco abundantes nas RAA/RAS e vice-versa.
Pergunta: Inversões de abundância ocorrem devido ao desempenho diferenciado das plântulas recém-germinadas de diferentes espécies nestes dois ambientes (RB e RA)?
Hipótese 1: A sobrevivência das plântulas de cada sp seja maior no ambiente em que é naturalmente abundante como adulto.
Previsão 1 : Plântulas de espécies abundantes na fase adulta na RB apresentem maior proporção de indivíduos sobreviventes quando cultivas na RB em relação à RA, e vice-versa.
Hipótese 2: A crescimento das plântulas sobreviventes de cada espécie seja maior no ambiente em que é naturalmente abundante como adulto.
Previsão 2: Plântulas de espécies abundantes na RB tenham maiores taxas de crescimento quando cultivadas na RB em relação à RA, e vice-versa.
Desenho experimental
Variáveis operacionais:
- Variável preditora categórica: local (dois níveis: RA e RB);
- Variável resposta contínua 1: sobrevivência (nº final de indivíduos/ nº inicial)
- Variável resposta contínua 2: RGR ((biomassa inicial – final)/tempo)
- Desenho de ANOVA 1-way → 1 tratamento (local) com dois níveis (RA e RB)
- Nº de réplicas: 10 em cada local
- cada réplica consiste em 15 plântulas de cada espécie → 150 plântulas por local por sp → 300 plântulas de cada sp no total; cada sp é cultivada em monocultura dentro de cada réplica
- gaiolas para exclusão de danos mecânicos (queda de galhos, pisoteio animal…)→ madeira ou metal?
Questões em aberto
- Como determinar os locais onde instalar as amostras em cada floresta? Na RB já tem as parcelas marcadas onde ficam os coletores de sementes: sorteio entre elas 10 para usar? Ou uso 10 contínuas? Ou determino as parcelas independentemente dos parcelas já existentes? Para a RA: escolher uma área mais próxima ao núcleo para estabelecer amostras→ facilitar acesso e tempo gasto na instalação e coleta de dados; área com estrutura semelhante à RAS; como determino onde devo estabelecer as amostras nesta área? Posso usar intervalos regulares de distância? O método para determinar a instalação das réplicas deve ser o mesmo para RB e RA certo?
- Existe a possibilidade de usar o viveiro como “controle”, mas aí teria que aplicar os tratamentos da mesma forma que nas florestas: usar gaiolas de exclusão, fazer réplicas de 15 plântulas cada, etc…. será que compensa?
Esboço do desenho experimental
Primeiros passos plano B 07_out
Porquê do plano B
- Restrições de $ atuais → estratégia mais conservativa pode ser mais sensata;
- evitar perder espécies devido ao atraso no início do experimento
- evitar atrasos na tese como um todo
O que muda
- O enfoque geral de investigar questões de regeneração natural das sps arbóreas da restinga continua
- muda abordagem → ao invés de testar um mecanismo específico→ investigar desempenho das plântuals em dois ambientes constrastantes (RB e RA) e relacionar com características como taxa de crescimento, presença de micorrízas (se der certo), etc. → para daí levantar hipóteses das causas dos padrões obervados
Plano geral
- Usar análises dos adultos (RAA, RAS e RB) como cap. 1 → descrever padrões de abundância, riqueza, etc …. → levantar perguntas e hipóteses sobre o porquê das inversões de abundância das sps dominantes na RB e RAA/RAS → espécies dominantes na RB não se dão bem na RA pq não chegam ou não são capazes de sobreviver lá? Hipótese: maior mortalidade dessas sps na RA → trade-off no uso de recursos→ ter vantagem em um solo pobre implica em alguma restrição que impede o bom desempenho em uma condição de solo mais rico, porém de baixa luminosidade.
Levantar necessidade de focar nas plântulas → estágio crítico do ciclo de vida das plantas
- Cap. 2→ Testar se a sobrevivência das sps difere entre RA e RB → planta indivíduos bem jovens (1º par de cotilédones); mede RGR em uma condição padrão → viveiro; relaciona RGR e sobrevivência nos dois locais.
- Hipóteses: 1) Sobrevivência das plântulas de cada sp seja maior no ambiente em que é naturalmente abundante como adulto.
2) Espécies dominantes na RB apresentem maiores RGR que as dominantes na RA → adaptação à ambiente com alta disponibilidade de recurso (luz).
- Extra→ investigar a presença de micorrízas nas plântulas cultivadas nos dois ambientes → depende da análise piloto que estou para fazer lá na Esalq.
Ajuda que preciso
- Refazer o desenho experimental→ nº de réplicas, como dispor as diferentes sps, etc…. quantidade de plantas em cada coisa…. como escolher as áreas onde colocar as sps na mata……
- pensar melhor Perguntas-Hipóteses-Previsões
Materiais necessário
- vazinhos/saquinhos de plástico para cultivar sps no viveiro;
- biomix;
- “gaiolas” para evitar danos grandes em campo (queda de galhos, pisoteio animail…) → dá pra fazer de madeira → preciso pensar no tamanho; quantas plantas em cada uma?
- plaquinhas → já compradas
- Mais alguma coisa??
