projetos:pp_peic:restrito:flavia:metodologia_experimentos

- experimento Germinação em Campo: Pergunta: A intensidade de luz que atinge as florestas de restinga influencia de maneira diferencial a taxa de germinação de sementes de espécies arbóreas? Hipótese: Sementes de espécies arbóreas tem maior taxa de germinação quanto maior for a intensidade de luz encontrada nas florestas. Predição: A maior intensidade de luz que atinge a floresta baixa de restinga favorece uma maior taxa de germinação de sementes nessa floresta.

- Metodologia: em cada floresta, Baixa e Alta de restinga, serão colocadas 15 ‘gaiolas de exclusão’ recobertas com tela de viveiro, com o objetivo de evitar pisoteio, queda de folhas e de pequenos galhos sobre as sementes. Cada gaiola tem 80 x 70 x 35 cm, sendo que dos 35 cm, 10 ficaram enterrados no solo e outros 25 cm ficarão acima do solo para permitir o crescimento da planta após a germinação. Em cada ‘gaiola’ serão colocadas no mínimo 10 sementes de pelo menos 20 espécies arbóreas. Essas sementes ficarão dispostas sobre o próprio solo da floresta e todas elas serão pesadas antes de serem colocadas no experimento. A área onde serão colocadas as sementes dentro das gaiolas será demarcada com material plástico - quero cortar 'tiras' de garrafas pet. Isso tem como objetivo impedir que as sementes se misturem dentro das gaiolas e que elas não sejam levadas/tiradas das gaiolas em dias de chuva forte. As espécies estudadas serão as que estiverem frutificando nos meses do estudo. As gaiolas serão dispostas aleatoriamente em cada floresta para garantir que a variação de luz que atinge as florestas possa ser registrada sem nenhum viés. Assim, qualquer ponto da floresta terá a mesma chance de ser amostrado. Serão tiradas fotos hemisféricas sobre cada 'gaiolas' e serão analisadas a radiância de cada um desses ponto. Esses dados serão comparados entre as florestas e dentro de cada floresta também. Essas fotos serão tiradas em dias nublados, ou bem cedo pela manhã e no final da tarde. Esse registro será realizado a cada 3 meses.

Serão também registradas umidade e temperatura local de cada floresta por meio de data-loggers. Dicas Emilio.

- experimento competição em campo:

- sabemos que, na R. Alta há menor intensidade de luz atingindo o interior da floresta, há mais nutrientes disponíveis no solo e maior umidade. Na R. Baixa, maior intensidade de luz, menos nutrientes disponíveis e menor umidade. - a menor disponibilidade de nutrientes encontrados na restinga Baixa pode favorecer a competição entre as espécies e reduzir o desempenho e a sobrevivência das plântulas nessa floresta. - diante disso, montou-se 2 possíveis cenários esperados: - para verificar a performance, o desempenho das plântulas em cada floresta serão medidas as seguintes variáveis: 1) número de folhas; 2) altura (cm): uma medida de crescimento que será registrada da superfície do solo até o meristema apical e 3) mortalidade. Também será comparada entre os as espécies a biomassa por peso seco de caules, ramos, folhas e raízes que serão coletados no último mês do trabalho de campo. Essas partes serão colocadas em estufa a 60°C por 2 dias e em seguida serão pesadas separadamente. Esse dado vai mostrar se há diferença na alocação de recursos em alguma parte específica da planta para cada espécie. - a altura das plântulas será controlada – serão escolhidas plântulas da mesma altura para evitar um viés nos resultados de performance. Todas as plântulas usadas no experimento terão sua altura registrada antes de serem colocadas no campo. - o tamanho das raízes será controlado pela área do tubete, que será a mesma para todas. - não homogeneizar o solo onde serão colocadas as plântulas em campo – somente limpar a área onde serão colocadas as plântulas, tirar folhas, galhos, etc.. - densidade de plântulas encontrada para a restinga Alta: 9.37/m2 , para restinga Baixa: 18.15/m2 (dados da Mari para cada floresta). Pergunta: a competição pode ser considerada uma interação importante para a estruturação das populações de Myrcia na restinga? a intensidade dessa interação, nesse sitema, é mais forte entre diferentes espécies ou entre indivíduos de uma mesma espécie? # a teoria clássica da competição prediz que para as espécies coexistirem, a competição intra é maior do que a a inter (goldberg & scheiner 1993). Hipóteses: a competição intraespecífica é maior na floresta com menor disponibilidade de nutrientes no solo e maior entre plântulas que estão em maior densidade. na floresta com maior disponibilidade de nutrientes essa competição é menor, porém em altas densidades ……

Myrcia rostrata = 590 coletadas no campo semana passada.

Myrcia racemo = 83 coletadas de sementes no começo desse ano e mais 11 coletadas no campo semana passada.

.. no entanto, essas coletadas no campo muito provavelmente são mais velhas comparada às plântulas de multiflora e bicarinata que frutificaram no começo desse ano, e estão com algumas folhas muito secas ou um pouco comidas.. a questão é, como propus registrar a biomassa seca final das partes das plântulas - raizes, caule e folhas - teremos que ter plântulas bastante semelhantes inicialmente para evitar erros nessas massas finais.. é essa minha preocupação.. se tivermos uma solução para isso, tudo bem.

Myrcia multiflora = 6.900 (estimativa)

Myrcia bicarinata = 7.100 (estimativa, contagem feita semana passada e ainda tem mais plântulas para ser “repicada” = individualizada no tubete).

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