Registros Gerais
Campo e outras atividades de 2009
JANEIRO:
Terminei de placar os 30 indivíduos de Myrcia rostrata que faltavam. Agora temos 120 árvores marcadas: 30 ind. x 4 espécies.
Essas quatro espécies de Myrtaceae: Myrcia rostrata, M. bicarinata, M. racemosa e M. multiflora seguem o padrão de “inversão de densidade” nas duas florestas encontrado pela Mariana. No entanto, para garantir, eu também marquei indivíduos de Eugenia sulcata que também segue esse padrão, porém, é de outro gênero. Fiz isso para garantir mais uma espécie caso alguma do gênero Myrcia não frutificar.
Então, na verdade temos 150 árvores marcadas. Para a marcação dessas árvores tive a ajuda do Selmo, do Sérgio e da Diana. Mas, de janeiro prá cá, como cada um já tem seus próprios trabalhos e compromissos, não teria como contar com eles para irem comigo toda vez e olhar se alguma está frutificando. E no começo de fevereiro eu fiz uma chamada para Estagiários.
Sobre o material necessário para o experimento de germinação eu em janeiro, ainda no campo, comecei a programar a compra do material, a listar o tipo de material, pensei em como fazer para a montagem das gaiolas de exclusão e agendar a colocação disso em campo. Vi as gaiolas do experimento do Pedro (Esalq) para ter uma idéia.
O que andei pensando sobre o experimento de germinação:
Estabelecer um critério de seleção de sementes a serem utilizadas nos experimentos: serão utilizadas sementes retiradas dos frutos maduros coletados na área de estudo e lavadas. Não usar sementes dos coletores de sementes porque não sabemos a procedência direta delas. Como elas podem ter sido dispersas por animais se utilizarmos essas sementes poderá acarretar num viés dos resultados, como por exemplo, isso pode influenciar num aumento da germinação.
Homogeneizar ou não o solo no experimento de germinação? Sabemos que tanto os solos da restinga Baixa quanto da Alta apresentam grande variação em sua composição e para que esse fator seja controlado, tive uma sugestão da Adriana Martini de fazer coleta de solo de vários pontos em cada uma das duas Florestas e usar esse solo misturado para colocar em cada uma das réplicas, em cada uma das “gaiolas de exclusão”.
Dessa maneira, saberemos que a luz estará influenciando na germinação e assim ‘eliminamos’ a variação do solo encontrada nas florestas. Entendo que não corresponde ao que de fato acontece: as sementes estão sujeitas a caírem em qualquer lugar e em qualquer tipo de solo naturalmente… mas, então, se não tentarmos ‘homogeneizar’ esse solo, como iríamos analisar essa variação?? Essa é a minha grande dúvida, quanto à análise depois.
A idéia até agora é colocar 15 réplicas do experimento de germinação em cada floresta: 30 pontos de amostragem no total. Cada réplica com 10 sementes de pelo menos de 10 espécies.
FEVEREIRO:
No começo de fevereiro coloquei cartazes de “oportunidade de estágio” para meu projeto pelo IB e 7 alunos me escreveram. Nenhum aluno do próprio IB, mas, de outras universidades, 2 inclusive da Unicamp, mas, como ainda esses 2 estão na graduação não podem viajar durante as aulas. Combinei com eles de irem comigo nas férias de julho. Não os descartei.
Não descartei nenhum aluno que me escreveu, para os que estão na graduação deixei em aberto a possibilidade deles me ajudarem nas férias ou em feriados.
Desses 7, duas estão formadas, com disponibilidade para viajar e topam fazer estágio voluntário: a Marina e Isabel. Já conversei com as duas. Inclusive já vou inseri-las no Lab.: conversei com a Mari e vou deixá-las ajudando na triagem de sementes da Mariana. Enquanto não começo a instalação dos meus experimentos em campo. A Mari topou essa ajuda.
Lembra que você me sugeriu para escrever para o Emílio e tirar dúvidas sobre os data-loggers? Escrevi e ele tem me respondido com freqüência, me passou dois sites das marcas que ele conhece para eu dar uma olhada. Por fim, ele me falou que poderia emprestar 4 data-loggers dele, sem problemas.
On Wed, 11 Feb 2009 10:53:19 -0500, Bruna, Emilio M. wrote
Oi Flavia,
Eu tenho usado os Hobo data loggers : http://www.onsetcomp.com/data- logger O modelo que eu uso não existe mais, e os novos parecem tem melhorado (foram bons mas ideais para situacoes em que foram expostos a muita chuva ou umidade alta).
Outra opcao - nunca usei mas amigos falam que sao bons - sao os “ibuttons”: http://embeddeddatasystems.com/page/EDS/PROD/TCTC/DS1921G- F5?Affiliate=AdWords&gclid=CP-i17zp1JgCFQE0xgodE1BQsg
Quantos voce precisa?
EB
Eu agradeci muito a ele e disse que aceitaria se não tivesse nenhum problema para ele ou para os alunos dele. Ainda não finalizamos isso. Ele me perguntou se eu conheço alguém que viria para o Brasil que pudesse me trazer e eu disse que no momento não. Eu escrevi que eu poderia arcar com o pagamento do envio desse material. Paramos aí, porque ele ainda não me respondeu.
De 16 a 19 de fevereiro fui a campo com a Julia. Eu a ajudei a encontrar os indivíduos das espécies de Leg. do estudo dela e ela me ajudou conversando sobre as idéias para meus experimentos.
Também fiquei um período no viveiro com o Selmo e ele me mostrou as sementes de Myrcia rostrata que estavam germinando. Tirei fotos e no total tinham 45 plântulas. Medi as alturas delas e o máximo que registrei foi de 3,5 cm de altura.
MARÇO:
Comprei a tela de arame no começo do mês e os funcionários da marcenaria montaram a primeira ‘exclusão’. Mostrei para Diana, Márcia, Cris, Mariana e para você. A Márcia me sugeriu comprar tela de nylon, como nos experimentos dela, pode ser de uma abertura maior do que 1 mm. Ela disse isso para evitar enferrujar a tela de arame. Pode ser,.. mas, esse nylon é mais caro que o arame. Podemos decidir qual material comprar em definitivo.
Sobre a parte da minha tese que vai abordar a associação com habitats:
Pensando em fazer o R e também já pensando em começar a análise de associação, eu conversei com a Julia sobre os dados da Parcela Permanente.
Até o meio do ano passado vi o esforço de todos em organizar esses dados de um modo que ficasse possível de usar. Por isso nem me atrevi a iniciar nada sobre essa análise para não ficar usando dados incompletos ou ainda em correção.
A Julia me enviou uma última planilha que você havia passado para ela dizendo que essa seria a melhor e mais atual para trabalharmos – pelo menos por enquanto, já que está sendo feito o recenso segundo os padrões do CTFS e que teremos dados de ‘jovens’ no futuro, e podemos inseri-los nas análises.
Com essa planilha em mão, o meu objetivo maior em assistir as aulas do R era para refrescar a minha memória para começar a mexer com a parte de associação de habitats. Você já me falou do O-Ring e pretendo dar um avanço mais no estudo sobre essas análises e no programa. Eu até estava interessada em ter já nesse primeiro semestre uma boa análise dos adultos e depois comparar a associação com os jovens e com as plântulas da Mari. Elas não estão mapeadas, mas, vemos como podemos fazer.
Temos também dados da chuva de sementes. Sei que é possível modelar dados da dispersão e comparar com a distribuição de adultos, jovens… não sei se falei corretamente, mas, o que de fato mais quero é tentar entender como essas fases se diferenciam quanto a sua distribuição e o quanto uma se diferencia da outra quanto a sua distribuição e associação.
Essa é a minha maior motivação agora, mexer com esses dados e ver o que está “acontecendo” na Parcela. Eu até cheguei a pensar em fazer umas análises preliminares e ter um resumo para apresentar em Congresso esse ano. Cheguei até em pensar no ATBC, mas, vi que a data final será no meio de abril…. mas, quem sabe no ano que vem? Eu estou super disposta. Apresentei no ATBC quando teve aqui no Brasil em 2005, fiz uma apresentação oral de 15 minutos em inglês de parte do meu mestrado e gostei dessa experiência.
Bom acho que você vai ter algumas dúvidas quanto a essas minhas idéias, mas, conversamos depois.
Até! Flávia.