Análises exploratórias sementes
Proposta 22/06/2010
Estou tentando formalizar as hipóteses e predições (revista Plant Ecology):
O presente estudo tem por objetivo investigar se estas três formações florestais de restinga (RAS, RAA e RB) diferentes em relação às condições edáficas, diferenciam-se também em relação à composição e estrutura da comunidade arbórea adulta e aos padrões de deposição da chuva de sementes. Espera-se que a comunidade arbórea adulta da restinga baixa seja menos diversa que a das florestas de restinga alta alagada e seca, e que a composição florística seja diferente de ambas. Também é esperado que as duas florestas altas de restinga não sejam significativas diferentes em relação à diversidade, mas sim em relação à composição florística, uma vez que possuem condições edáficas diferenciadas. Espera-se ainda que a chuva de sementes de cada formação reflita os padrões de diversidade e composição florística presentes na respectiva comunidade arbórea adulta, e que, portanto a chuva de sementes da restinga baixa seja menos diversa e com menor riqueza que a chuva de sementes das RAS e RAA. E ainda, que os padrões da chuva de sementes não sejam diferentes entre RAS e RAA, ainda que a comunidade arbórea adulta possa ser diferenciada, uma vez que estas duas formações florestais são continuas espacialmente. Para tanto serão utilizados os dados da coleta de chuva de sementes destas três formações, obtidos mensalmente durante três anos.
Análises
1)Comparação similaridade florística adultos entre as três florestas: MRPP
2)Comparação similaridade florística chuva de sementes entre as três florestas: MRPP
3)Diversidade 3 florestas para adultos e para chuva: Índice de Diversidade de Shannon
4)Comparar nº médio de sementes e espécies entre as 3 florestas : teste permutação
5)Comparar nº médio indivíduos e espécies entre as 3 florestas (adultos): teste permutação (?)
6)Similaridade Florística entre chuva e adultos de cada floresta: Sorensen
7)Correlação entre abundância adultos e de sementes em cada floresta: Spearman (?)
8)Padrão espacial chuva de sementes : mantel e mantel parcial (adultos)
Gráficos esperados
1)diagramas de wittaker para as 3 florestas, separadamente para chuva e adultos
2)Box-plot para nº de espécies (adultos e chuva) e espécies (adultos e chuvas)
3) o que mais???
Dúvida de significado
Não sei se estou usando a palavra ESTRUTURA corretamente. No contexto de ecologia refere-se a distribuição dos indivíduos entre as diferentes espécies, padrões de abundância ?? Não se refere à estrutura física, certo?
Melhorando os gráficos
Agora sim os diagramas de Wittaker com as escalas padronizadas, um para adultos e outro para a chuva de sementes.
Boxplot Nº de espécies e sementes por coletor:
Mais análises exploratórias - chuva de sementes
Riqueza total por ambiente:
RAS:52 ; RAA:55 ; RB: 39
Nº médio de sementes por coletor (usa desvio padrão ou intervalo de confiança?)
RAS: 315.7 ; RAA: 159.3 ; RB: 429.53
Nº médio de sps por coletor
RAS:13.87 ; RAA: 15.3 ; RB: 11.63
Gráficos de abundância ( escalas não padronizadas!)
Análises Exploratórias
Estava pensando: a comparação da chuva x adultos deve ser feita entre os 3 ambientes (RAS, RAA e RB), certo? Já que a idéia inicial da Mari estava dividida desta forma, e inclusive tem 30 coletores em cada ambiente. Mas eu ainda não estou bem certa se a RAA e RAS tem comunidades arbóreas adultas realmente distintas a ponto de esperar que a chuva de sementes delas possa ser diferente… as espécies exclusivas de cada uma são muito raras (maioria 1 indivíduo), e a composição é muito semelhante, apesar de que as espécies dominantes mudam. Teria que testar se a RAA e RAS possuem comunidade arbóreas adultas diferentes??
Alguns dados das comunidade arbóreas adultas:
Riqueza:
RAA : 92 espécies RAS : 98 espécies RB: 57 espécies
Índice de Similaridade de Sorensen:
RAA x RAS : 0.85 RB x RAS : 0.66 RB x RAA : 0.66
Gráficos de Abundância (tds feitos no R! escalas não padronizadas. Como diminui o tamanho deles??)
Comentários Mari (01/05)
Na minha dissertação, vimos que, de fato, não há diferença entre a chuva de sementes (de um ano) da RAS e da RAA. Nunca testamos realmente se a comunidade arbórea adulta da RAS e da RAA são diferentes floristicamente (estruturalmente, são semelhantes). A princípio, da nossa experiência de campo, elas parecem diferentes. Isso eu estou falando da impressão visual, das espécies mais comuns como o Calophylum que ocorre bastante. Eu não esperaria uma chuva de sementes diferentes para essas duas florestas, mesmo porque, elas estão uma do lado da outra. O que eu espero é que nas fases subsequentes haja uma diferenciação entre a RAS e a RAA quanto às espécies que conseguem se estabelcer devido às diferentes condições de solo. Para as plântulas, apesar de também não encontrarmos diferenças entre ambas, vimos que algumas espécies ocorriam apenas na RAS e outras apenas na RAA. Como previsto no modelo de estruturação da restinga, a diferenciação deve ocorrer mesmo na fase de juvenil (lembra Dani?), mas isso nós não testamos/verificamos. Resumindo, acho que você deve explorar isso na sua discussão. Talvez fosse interessante verificar se realmente existe diferença entre os adutos da RAS e da RAA, como você fez nas suas análises exploratórias abaixo. Você poderia fazer um MRRP para testar se existe ou não diferenças significativas estruturais e florísticas entre a RAS e a RAA. Não sei o que o Alê acha…
Proposta 21 abr 2010
Tentei incorporar as sugestões do Alê, sendo 1) os fatos: as duas florestas são diferentes em relação aos adultos; 2) explicações: limitação da sementes que chega em cada uma das áreas; 3) fatos que emergem: chuva de sementes diferentes nas duas áreas, e consequentemente o potencial de plântulas é diferente nas duas áreas.
Em relação ao modelo, pelo que eu me lembro prevê que não exita limitação de dispersão, já que o fator que vai gerar a diferença na comunidade de plântulas é a diferença de germinação entre as duas áreas, não a diferença de chegada de sementes, certo?? E isso é uma coisa que eu venho me perguntado: será que as diferenças na comunidade de plântulas não só efeito da chegada diferenciada de sementes??
Comentários Mari (01/05)
Nós propousemos o modelo de estruturação da restinga, porque encontramos uma maior diversidade de plântulas na RB do que na RAS e na RAA. Nesse momento, não estávamos vendo a composição florística propriamente dita. As comunidades de plântulas da RA e da RB são diferentes floristica e estruturalmente, só que a RB apresentou uma maior diversidade. O que não esperávamos. O modelo propõe que as sementes chegam nas duas florestas (não há limitação de dispersão), mas não quer dizer que o que chega na RA chega também na RB. As espécies da chuva de sementes de um ano correspondem às espécies de árvores adultas das florestas. Ou seja, as espécies de sementes da RB correspondem aos adultos da RB, o mesmo valendo para a RA. Consequentemente, as sementes da RA são mais diversas do que a RB, que foi o que a gente viu. Assim, as sementes estão chegando nas duas florestas, pois não há limitação na dispersão. A chuva que chega na RA é mais diversa do que a chuva que chega na RB. Então, como é que a comunidade de plântulas da RB pode ser mais diversa do que a da RA? Aí é que entra o modelo. Propusemos, então, que as sementes chegam nas duas florestas, mas a RB apresenta um dossel mais aberto do que a RA e, consequentemente, uma maior disponibilidade de luz. Assim, vamos ter uma maior germinação de sementes na RB quando comparado com a RA. Logo, a diversidade de espécies da comunidade de plântulas será maior na RB do que na RA.
Não sei se deu para ficar mais claro. O nosso modelo tenta responder como a chuva de sementes menos diversa da RB pode resultar em plântulas mais diversas e depois em uma floresta menos diversa quando comparado à RA. O modelo de estruturação da restinga tenta explicar como se dá essa inversão de diversidade entre os estáguios ontogenéticos das florestas de restinga alta e baixa. Veja o gráfico abaixo com os valores de diversidade de sementes, plântulas e adultos para as três florestas. Acho que facilita entender o que pretendemos com o modelo.
Pergunta
Sabendo-se que as duas florestas de restinga (alta e baixa), apesar de muito próximas espacialmente, possuem comunidades arbóreas adultas diferentes em relação à composição e diversidade, a chuva de sementes destas duas áreas difere em relação à sua composição, diversidade e abundância de sementes? E dentro de cada uma das florestas, a chuva de sementes reflete a estrutura da comunidade arbórea adulta?
Hipóteses
1) A chuva de sementes das duas florestas são estruturalmente diferentes.
2) Dentro de cada uma das florestas a chuva de sementes reflete a composição, abundância e distribuição espacial dos indivíduos adultos próximos.
Previsões
1) A chuva de sementes proveniente da restinga alta seja mais diversa e com maior riqueza que a proveniente da restinga baixa.
2) As espécies mais abundantes em indivíduos adultos de cada uma das florestas sejam também as mais abundantes em número de sementes coletas;
3) Parcelas mais semelhantes em relação à composição de adultos sejam também mais semelhantes em relação à composição da chuva de sementes, dentro de cada uma das florestas.
Análises
1) Verificar se o nº médio de sementes, de espécies e o H’ médio da chuva de sementes das duas florestas é significativamente diferente.
2) Regressão nº indivíduos adultos x nº de sementes, para cada uma das florestas (??)
3) Mantel usando composição de adultos por parcela e composição da chuva de sementes por parcela.
Cronograma e ajuda
Continua igual a que era na proposta anterior. ( o tempo é muito curto !!!)
Proposta 14 abr 2010
A minha linha de raciocínio está sendo assim: a chuva de sementes de cada espécie pode ser restrita às áreas onde os adultos (reprodutivos) de cada espécie estão presentes, ou seja, não são bem dispersas por toda a área amostrada. Ou a chuva de sementes de cada espécie pode não refletir a composição de adultos, sendo bem distribuída (aleatoriamente) por toda a área amostrada pela ação dos dispersores. Estes dois cenários diferentes teriam implicações completamente diferentes quando se pensa na comunidade de plântulas que será potencialmente gerada pela chuva de sementes. No primeiro caso seria esperado que as plântulas apresentassem uma distribuição mais agregada ao redor dos adultos (desconsiderando o efeito do ambiente em “filtrar” as plântulas); e no outro cenário, as plântulas estariam distribuídas aleatoriamente por toda a área.
Comentário Ale
Dani: acho que a linha geral está boa, entretanto, a questão da dispersão parece pouco sedutora. Parece muito básico testar a distribuição aleatória x agregada com o adulto. Isso está já muito bem estabelecido… podemos pensar em mais agregada do que…agregadas sempre serão! Não?! Acho que temos que ir mais para as questões que podem ser inseridas na comparação alta e baixa. Pense em uma linha como: 1. quais são os fatos, 2. quais as possíveis explicações; 3. quais outros padrões emergiriam, dado 2? A Limitação na dispersão eu não vislumbrei como será testada…
- uma coisa que está faltando é a ligação com o modelo de estruturação das restingas quais as predições do modelo para a relação espacial de sementes x adultos?
Perguntas:
1) A composição da chuva de sementes e sua distribuição espacial é um reflexo da comunidade arbórea adulta próxima?
2) De modo geral, as espécies arbóreas apresentam dispersão limitada (ou seja, falham em alcançar locais possivelmente propícios para o estabelecimento)?
Hipóteses:
1) A composição da chuva de sementes e sua distribuição espacial refletem a composição e distribuição espacial dos adultos próximos dos adultos próximos.
2) As espécies, no geral, apresentam dispersão limitada, ou seja, falham em alcançar a maior parte das unidades amostrais.
Previsões:
1) Parcelas mais semelhantes na composição de adultos sejam também mais semelhantes na composição da chuva de sementes. (mantel)
As espécies mais abundantes como indivíduos adultos sejam também as mais abundantes em número de sementes presentes na chuva de sementes. Ou seja, exista uma correlação positiva entre nº de indivíduos adultos e nº de sementes na chuva.
2) As espécies presentes como adultos estejam presentes em apenas uma pequena fração das unidades amostrais.
Análises:
1) Mantel, usando composição de adultos por parcela e composição da chuva de sementes por percela
2) Regressão(?) entre nº ind. Arbóreos adultos e nº sementes de cada sp (cada ponto é uma parcela, e daí faz uma regressão para cada sp?). Daria para pensar num “modelo” em que a abundância dos adultos explica uma certa parte da variação da chuva de sementes, e o que sobra não explicado é efeito do acaso??? (helps!)
3) Calcular limitação de dispersão (LD= nº coletores onde sp não apareceu/ nº total parcelas) para cada sp. Como vejo se os LDs encontrados são diferentes entre as sps?
Cronograma
O cronograma fica meio apertado já que nesse período tenho duas diciplinas condensadas (fora uma semestral).
Previsão de ajuda
com as análises como um todo, principalmente para definir quais de fato devo usar.
Revistas potenciais
Journal of Tropical Ecology
? Mari (01/05): Sugiro também a Plant Ecology que publica muito sobre chuva de sementes.
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