projetos:pp_peic:restrito:peic_mari:prop_ini

Segue a proposta inicial do artigo sobre o modelo de estruturação das florestas de restinga do Cardoso.

O modelo de estruturação das florestas foi pensado a partir do resultado inesperado da maior diversidade de plântulas da RB quando comparado com a RA. Desse modo, para a apresentação do modelo acabei propondo que fizéssemos da mesma forma como está na minha dissertação: a partir da descrição da comunidade de plântulas propusemos o modelo para explicar o resultado obtido. As perguntas, hipóteses e previsões estão todas relacionadas às plântulas e não ao modelo.

Na verdade, fiquei com dúvida se esse realmente era o melhor jeito de falarmos do modelo, mas não consegui visualizar outra forma. A meu ver, é importante destacar que o modelo foi proposto por causa desse resultado inesperado e que é na passagem da fase de plântula/juvenil que há a inversão dos padrões de diversidade das florestas.

Outra coisa, Alê: nós vamos fazer algum teste do modelo com os dados de abertura de dossel e solo ou apenas propô-lo? A princípio, sugiro que apenas apresentemos o modelo, pois outras pessoas do laboratório é que fariam os testes e corroborá-lo-iam ou não. O que você acha?

Quanto às perguntas, hipóteses e previsões, fiquei com um pouco de dificuldade em elaborá-las. Não sei se estão boas…

Alexandre Adalardo 2010/04/15 11:33

Acho que é dificil realmente introduzir o modelo. Acho que o melhor meio é compormos um artigo que propõem testar hipóteses mais descritivas e façamos o modelo emergir na discussão, como forma de explicar o padrão encontrado. Lembre-se que ele não pode ser nossa hipótese de trabalho porque ele foi estruturado a posteriori. Nesse sentido o trabalho pode centrar na comparação da comunidade de plantulas e adultos (riqueza e estrutura) e como se relacionam com variáveis ambientais (solo e abertura do dossel). Me parece que uma boa predição é que os adultos respondam mais as condições edáficas e que as plantulas mais a ambas. Ou seja perde-se a assinatura da estrutura da importancia da estrutura do dossel na comunidade adulta, mas ele é forte nas plantulas. As condições edaficas seriam importante em ambas. Acho que o modelo será apresentado na discussão quanto estamos propondo mecanismos para explicar o padrão. Acho que nesse momento temos que reforçar os padrões que corroboram o modelo, até apresentar algumas indicações de outros padrões que não foram tratados no estudo e acho que fechamos com as previsões do modelo testáveis inclusive a que iremos testar nos outros artigos

1. Pergunta

Na Ilha do Cardoso, três tipos de Floresta de Restinga são caracterizadas tanto por diferenças edáficas, quanto florísticas e estruturais do componente arbóreo adulto. As três florestas estão localizadas muito próximas umas das outras, estão sob as mesmas condições climáticas e apresentam um mesmo conjunto potencial de espécies originário da floresta ombrófila densa de encosta. Entretanto, sendo distintas florística e estruturalmente, filtros bióticos e/ou abióticos, provavelmente, devem agir ao longo do processo de regeneração natural, de forma que haja limitação à ocorrência de determinadas espécies e facilitação de outras em cada formação florestal de restinga.

1a. Pergunta — Alexandre Adalardo 2010/04/15 11:30

Ótimo ! acho que é por aí! Então, as condições de nicho de regeneração são determinantes para a reestruturação da floresta o que reflete na composição de fases ontogenéticas distintas (plantulas e adultos). Ou seja é persistente ao longo da ontogenia1) da floresta.

Assim:

i.A comunidade de plântulas das Florestas de Restinga estudadas reflete a estruturação da comunidade arbórea adulta?

ii.As diferenças estruturais e edáficas das florestas também estão relacionadas a variações na composição e na diversidade da guilda local de plântulas de espécies arbóreas?

iii. Há uma hierarquia de importância nessas diferenças (edáfico ou estrutural) — Alexandre Adalardo 2010/04/15 11:30

2. Hipóteses

A comunidade de plântulas das três florestas de restinga são floristica e estruturalmente distintas entre si, devido a diferentes condições edáficas e de incidência de luz, refletindo a estruturação da comunidade arbórea adulta.

2.1. A Alexandre Adalardo 2010/04/15 11:30 Como só as plantulas respondem a variações estruturais (ou não?), então esperamos que esse fator tenha mais importância para as plantulas do que para os adultos (será???)

3. Previsões

A Floresta de Restinga Alta é conhecida por ser uma formação mais complexa e com maior diversidade de espécies do que a Floresta de Restinga Baixa. Desse modo, esperamos resultados semelhantes para a comunidade de plântulas dessas florestas, ou seja, uma maior diversidade de espécies de plântulas na Floresta de Restinga Alta (Seca e Alagada) do que na Floresta de Restinga Baixa.

3.1. comentários Alexandre Adalardo 2010/04/15 11:30

  1. ambas as comunidade (plantulas e arvores ) estão fortemente relacionadas à MO do solo e abertura do dossel, entretanto as plantulas apresentam uma assinatura mais forte da estrutura que os adultos
  2. a estrutura de plantulas e arvores é altamente correlacionada
  3. caso as condições edáficas sejam muito importante para a regeneração do nicho esperamos que a comunidade plântulas da floresta de RAA x RAS sejam tão distintas quanto com a RB

4. Análises

- Testes de permutação para testar a premissa de que a Floresta de Restinga Alta é mais diversa do que a Floresta de Restinga Baixa.

- Testes de permutação para verificar se o número médio de indivíduos e de espécies amostradas para cada formação florestal realmente diferem entre si.

- Também será feita a análise para a riqueza média esperada para um número pré-determinado de indivíduos para tirar o efeito da densidade nas estimativas de riqueza. Para essa análise será empregado o comando “riqueza” produzido na linguagem R.

- Testes de permutação para verificar se os valores de diversidade de Shannon para cada floresta realmente diferem entre si.

- Dendrograma de simililaridade e MRRP para comparar as parcelas de cada floresta quanto à similaridade florística.

- Teste de Mantel para análise de autocorrelação espacial (?).

4. Ale Alexandre Adalardo 2010/04/15 11:30 - modelo de predição da riqueza de plantulas e adultos relacionados às condiçoes edáficas. Podemos selecionar modelos e verificar se ambos fatores são importantes e quanto cada um deles ínfluencias a diversidade…portanto quanto a diversidade e associada a essas variaveis nas diferentes florestas.

MODELOs CHEIOs

  1. riqueza de plantula ~ riqueza de arvores * tipo de floresta* solo * abertura
  2. riqueza de arvores ~ riqueza das plantulas * tipo de floresta * solo * abertura

Esperamos que (precisamos ver as previsões do modelo ou do trabalho): modelo 1. riqueza de arvores caia fora, e que haja interação entre solo e tipo de floresta e que abertura seja imporante e muito correlacionada com o tipo de floresta (tirar ambas e deixar elas separadas em modelos distintos). modelo 2….

5. Cronograma

cronograma

6. Previsão de ajuda

A princípio, se forem mantidas as análises apresentadas no item 4, vou precisar da ajuda para o teste de Mantel.

Em setembro será necessária a revisão do manuscrito por outras pessoas, além do Alê e de mim (ver com o Alê para quem vamos enviar o manuscrito para a revisão). Durante esse mês de revisão por terceiros, talvez fosse interessante nós quatro lermos os manuscritos de cada um. Pode ajudar bastante também.

7. Revistas potenciais para submissão

- TREE

- Journal of Ecology

- Journal of Tropical Ecology

- Plant Ecology


1)
aqui no sentido de uma unidade que tem um desenvolvimento estruturado e não como superorganismo
  • /home/adalardo/farm/labtrop/data/pages/projetos/pp_peic/restrito/peic_mari/prop_ini.txt
  • Última modificação: 2026/03/27 13:51
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